segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Violência física e emocional na infância eleva chance de vícios na vida adulta

                                  Estudo mostra que maus tratos na infância também triplica


                                                       O  risco de depressão na criança




Foto: Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa.
Sigmund Freud



Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu que o abuso infantil físico e emocional pode até triplicar o risco de uma criança sofrer com depressão ao longo da vida. A pesquisa ainda mostrou que outros problemas, como abuso de cigarro e drogas como o álcool, comportamento suicida e comportamentos sexuais de risco também podem ser desencadeados pelos maus-tratos na infância. Os resultados desse trabalho foram publicados dia 27 de Novembro no periódico PLoS Medicine
Os autores revisaram 124 estudos sobre o assunto e notaram que as chances de a criança desenvolver depressão triplica se ela sofreu algum tipo de abuso emocional (receber ameaças, ter seu comportamento depreciado) e chega ao dobro no caso de crianças que sofreram apenas abuso físico, quando comparadas com aquelas que nunca sofreram nenhum tipo de violência. Os estudiosos excluíram os abusos sexuais dos dados da pesquisa.
Segundo os autores, crianças que sofreram negligência ou abuso físico e emocional tendem a desenvolver comportamentos de risco que podem levar a doenças crônicas ao longo da vida. Eles afirmam que todas as formas de maus-tratos devem ser consideradas como fatores de risco importantes para a saúde da criança.

Erros mais comuns na educação dos filhos

A criança grita, questiona os limites e desafia os pais, e a primeira saída é partir para ameaças ou mesmo a violência física. Mas até que ponto a autoridade pode chegar? Não há uma fórmula de como educar, mas psicólogos afirmam que o diálogo é sempre a melhor alternativa. Eles dão conselhos para evitar alguns dos erros que os pais mais costumam cometer na hora de ensinar.

Não dar explicações


As regras são mais fáceis de serem seguidas se forem compreendidas. Simplesmente dizer "não pode", "você não vai", pode deixar a criança brava por não entender o motivo. A demonstração de carinho ajuda a mostrar que você impõe regras porque quer o bem do filho.
Cuidado com as mentirinhas

Contar que o "bicho papão" pode pegar o filho se ele não comer salada nem sempre é uma boa forma de educar. Segundo a psicóloga Rosmairi Oliveira, de São Paulo, a criança fica sempre muito atenta ao comportamento dos pais e pode perceber as pequenas mentiras e passar a mentir também.

Fazer ameaças

É comum os pais ameaçarem a criança com a punição de tirar-lhe algo bom, ou presenteá-la ao concluir algo de bom. "Isso é condicionar o comportamento, sem mostrar a importância dele", conta a psicóloga Rosmairi. Além disso, ameaçar sem cumprir é ainda pior: isso enfraquece a moral dos pais, pois a palavra fica árida, autoritária e ainda falsa.

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IMPOTÊNCIA MASCULINA TEM CURA?




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Com este tema, pretendo começar a abordar, neste blog, assuntos sobre os quais freqüentemente sou questionado e que, por se constituírem a realidade de muitas pessoas (inclusive evangélicas), não são anti-cristãos nem tampouco tabus.

A impotência masculina pode ocorrer em qualquer indivíduo, em qualquer época da vida. Dificilmente se encontrará um homem que não a tenha vivenciado, pelo menos em uma ocasião.

Pesquisas recentes, no entanto, demonstraram que cerca de um em cada cinco homens acima de 40 anos apresenta algum grau de impotência (disfunção erétil). É preciso, antes de mais nada, abandonar a idéia de que esse fato constitui uma doença, embora, em alguns raros casos, isso possa acontecer.

O CÍRCULO VICIOSO

Geralmente, o mais comum é ocorrer o seguinte:

Um homem saudável, com um relacionamento normal, em função de problemas e estresse vividos num dia de trabalho assoberbado, por exemplo; inexplicavelmente (segundo ele pensa) "falha", ao tentar, à noite, ter uma relação sexual com a esposa.

Se ele não for maduro o suficiente para compreender que as preocupações e o estresse foram a causa desse incidente, assumirá uma conduta de temor compulsivo de "falhar outras vezes".

Essa "fobia" diante da perspectiva de um mau desempenho instala nele um grande grau de ansiedade. A ansiedade, por sua vez, prejudica o mecanismo da ereção, o que gera mais ansiedade.

A situação pode chegar a tal ponto que assume um caráter crônico-compulsivo e, neste caso, a ereção fica realmente bloqueada, causando no indivíduo afetado, um profundo desconforto e uma dolorosa angústia.

O QUE A ESPOSA PODE FAZER?

Muito! Primeiramente, evitar toda e qualquer situação de cobrança. Em seguida, agir sabiamente, demonstrando compreensão, não super-valorizando o incidente e, carinhosamente demonstrar uma atitude de aconchego e de cumplicidade.

Não é preciso agir como uma "consoladora". Basta demonstrar compreensão e curtir toques e carícias, descobrindo zonas erógenas no corpo do parceiro (e vice-versa). Isso leva o casal a entender que o sexo, afinal, não se resume apenas na genitalidade.

Esse modo de agir do casal costuma realmente resolver o problema e tudo volta à normalidade.

Se, contudo, a dificuldade persistir, um urologista deve ser consultado, a fim de descartar uma pouco provável, porém não impossível, razão orgânica para a disfunção.

Um psicoterapia breve poderá ser recomendada e, como todos sabem, até mesmo a prescrição de modernos medicamentos que estão disponíveis em todas as farmácias.

Ninguém, nos dias de hoje, precisa sofrer com o problema de impotência masculina.

*Observaçãotratamos, neste post, o assunto como IMPOTÊNCIA MASCULINA simplesmente porque impotência feminina também existe. No entanto, nas mulheres a impotência é orgástica (dificuldade ou impossibilidade de atingir o orgasmo).
Toni Ayres



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CASADOS, REALMENTE?


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Vivemos uma época da História da Humanidade em que instituição do casamento está francamente desacreditada, por razões que todos nós conhecemos, uma vez que todos temos acesso à mídia.

E num mundo assim, é comum encontrarmos uma parcela de cristãos evangélicos achando que estão imunes ao problema; que a sua fé e a sua piedade nunca permitirão que algo venha arranhar a sua relação conjugal.
Será?

Para responder à essa pergunta, comecemos por definir os três tipos de casamento que configuram a união matrimonial:

1. CASAMENTO CIVIL: é aquele realizado pelo juiz de paz, no cartório, seguindo normas legais, e a com a aposição das assinaturas dos noivos e das testemunhas.

2. CASAMENTO RELIGIOSO: é aquele realizado na igreja, perante um pastor ou sacerdote, com a presença dos padrinhos de ambos os nubentes. A noiva se veste de branco, há a troca de alianças e, geralmente, existe muita pompa.

3. CASAMENTO TEOLÓGICO: é, na verdade, o casamento bíblico (“…deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher, e serão ambos uma só carne”). Esse ocorre no coração do casal que se ama e não há necessidade de testemunha alguma, pois o compromisso é diante de Deus.
Conforme se depreende, dos três tipos de casamento acima, o de maior importância sempre foi e sempre será o terceiro. Somente o casal teologicamente casado pode, realmente, ter comunhão entre si e diante de Deus. Os dois outros são instituições humanas.

MAS O QUE A RELIDADE NOS ENSINA?

Infelizmente que, aquilo que tem valor diante de Deus, perdeu o seu valor diante dos homens.
É muito comum encontrarmos casais cristãos que brigam e ficam dias; às vezes, semanas, sem se falarem, sem se unirem, sexualmente, chegando a dormir em quartos separados.
Por outro lado, existem aqueles casais mais antigos que vão para a igreja com a Bíblia embaixo do braço durante anos a fio. Aparentemente estão casados. Vivem, sem dificuldades, o casamento civil e o casamento religioso.
Mas, como quase nem mais se conversam, o amor desapareceu de suas vidas há muito, vivem “de aparência” e “para a igreja”. Teologicamente, estão divorciados!
E, que ninguém se engane. Isso acontece também com pastores e pastoras!
Que a leitura deste artigo possa fazer-nos refletir a respeito e, se for o caso, curvarmo-nos, reconhecendo as nossas falhas,confessando-as diante do Senhor.
Não é, com certeza, a vontade de Deus que vivamos o casamento de uma forma farisaica.
Tony Ayres


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NOVO ESTUDO DEMONSTRA QUE PSICOPATAS TÊM DEFORMAÇÃO NO CÉREBRO




Já sabíamos que os psicopatas são pessoas antissociais, cautelosas e, em alguns casos, violentas. Também tínhamos conhecimento de que elas eram incapazes de sentir medo ou culpa. 

Na verdade, apenas as características acima descritas não são suficientes para definir com exatidão se uma pessoa apresenta sintomas de psicopatia ou não. 

No entanto, elas são encontradas na maioria dos indivíduos diagnosticados como psicopatas. 

O NOVO ESTUDO 

A novidade fica por conta de um novo estudo conduzido por um pesquisador norte-americano, o qual revelou que há características físicas no cérebro capazes de identificar uma predisposição à psicopatia. 

Analisando tomografias computadorizadas de cerca de 40 prisioneiros, os pesquisadores chegaram à conclusão de que o cérebro dos condenados não têm certas ligações em áreas responsáveis por sentimentos como medo ou culpa. 

De acordo com o professor Michael Koenigs, autor do estudo, esse é o primeiro trabalho que mostra claramente diferenças funcionais na estrutura do cérebro de indivíduos diagnosticados com psicopatia. 

Essa conclusão significa que, ao menos em tese, é possível prevenir comportamentos psicopatas, caso os pacientes sejam diagnosticados com antecedência, isto é, antes que venham a perpetrar qualquer ato violento ou criminoso. 

O estudo abre também portas para novas pesquisas de medicamentos que venham produzir a cura das psicopatias, consideradas até aqui como enfermidades mentais sem cura. 

No filme Hannibal, o psiquiatra Hannibal Lecter (interpretado por Anthony Hopkins), é um exemplo da figura que pode chegar a ser um psicopata. No entanto, se a doença tivesse cura, o final do filme poderia ser totalmente diferente. 

Esperemos que a Ciência logo esclareça essa questão em definitivo. 

Tony Ayres

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MENTIRA, UM TERRÍVEL MECANISMO DE DEFESA






Um psicoterapeuta tem muita facilidade de reconhecer quando está diante de um mecanismo de defesa de seu paciente. Os mecanismos de defesa foram definidos com muita clareza no livro: O ego e os mecanismos de defesa, de autoria de Anna Freud, filha de Sigmund Freud.

Entre os mais conhecidos, encontram-se: a regressão, a negação, a racionalização, a fixação e a sublimação.

MAS, O QUE VEM A SER UM MECANISMO DE DEFESA, AFINAL?

Grosso modo, um mecanismo de defesa é um "recurso" ou "um álibi" que, de maneira inconsciente, o paciente apresenta, frequentemente de modo extremamente assertivo, quando o terapeuta chega muito próximo, do "núcleo de sua neurose", uma vez que a neurose (o conflito entre um desejo e uma censura) trabalha contra a cura do indivíduo.

No entanto, na vida real, alguns indivíduos utilizam-se de pseudos "mecanismos de defesa", dentre os quais destacamos, por ser o objetivo deste post, a mentira.

MENTIRA, UM TERRÍVEL "MECANISMO DE DEFESA"

Conheço ( e você também deve conhecer!) um batalhão de pessoas estropiadas por completo na vida, porque, infelizmente, foram impiedosamente enganadas por outras em quem sempre acreditaram leais, e a quem devotavam a mais pura e cega confiança, o mais belo, cuidadoso e devotado amor.
Mas...foram apunhaladas pelas costas.

Pessoas que ferem, sem piedade, como foi dito, e pisoteiam o coração de outras, que as amam, tratando-as como tijolos ou pedras; e não como seres humanos que possuem alma, coração e sentimentos, estão mais perto da animalidade irracional do que da humanidade concedida pelo Criador.

Por isso, o seu "mecanismo de defesa" não merece eufemismos, não.

São, para vergonha delas, hipocrisia e falta de caráter, sim - um câncer que invade e toma conta da alma de seres humanos mesquinhos e rasteiros, movidos pela única força que conhecem: a nojenta força do egoísmo.

Que Deus nos proteja de tais pessoas! E que tenhamos a capacidade de discernimento para reconhecê-las e afastar-mo-nos delas!

Tony Ayres


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domingo, 3 de fevereiro de 2013

SEXO E AMOR - COMO SÃO ENTENDIDOS PELO HOMEM E PELA MULHER




Desejo abordar, neste post, um assunto que tem sido a causa frequente de desentendimentos entre homens e mulheres: o desconhecimento ou a negligência, no que diz respeito à diferença na forma de encarar o sexo e o amor entre eles.
Há muito se sabe que a constituição psicológica do homem é totalmente diferente do que a constituição psicológica da mulher.No entanto, num mundo no qual os papéis desempenhados por eles, principalmente na esfera profissional,é muito grande, essa diferença psíquica fica relegada a um plano totalmente secundário.

Sexo e amor são, talvez, os sentimentos mais fortes que os seres humanos possuem e, embora sejam interdepententes entre si, precisam ser entendidos com clareza se o que desejamos é, realmente, o bem estar comum e o estabelecimento da felicidade do casal.

O sexo carrega consigo uma poderosa força instintual, enquanto o amor é responsável pelos laços de ternura, compreensão e compromisso.
O amor se desenvolve ou se desvanece suave e firmemente. O sexo flutua mais frequente e poderosamente. Tanto assim, que somos muito mais conscientes do auge e da queda de nossos sentimentos sexuais, do que das mudanças que ocorrem em nosso coração.

As mulheres têm uma tendência de expressar a sexualidade ligada ao amor, enquanto seu
amor não é, necessariamente, ligado à sexualidade.
Os homens, ao contrário, têm a tendência de associar o amor à sexualidade, enquanto sua sexualidade não é, necessariamente, associada ao amor.
Colocando o que foi dito em outras palavras: os homens podem ter sexo sem amor mais facilmente do que as mulheres; enquanto as mulheres podem ter amor sem sexo, mais facilmente do que os homens.

É precisamente o não entendimento dessas verdades ( ou a a negligência delas, como dissemos) a principal causa de fortes desentendimentos entre muitos casais, que, se não forem cuidados a tempo, podem levar ao rompimento até dos, aparentemente, mais sólidos casamentos. Tony Ayres
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A Mesma Mente Que Nos Protege Nos Delata








Um dos estudos mais fascinantes da Psicanálise constitui, sem dúvida, os chamados mecanismos de defesa". Todos nós possuímos mecanismos de defesa, que utilizamos, diariamente, para nos proteger de estímulos internos (provindos de nós mesmos) ou de estímulos externos (provindos do meio externo ou de outras pessoas).

Na verdade, todo mecanismo de defesa é uma "tática" que o nosso inconsciente utiliza para manipular alguma coisa que irá nos ofender, nos magoar ou nos ferir. Utilizamos "inconscientemente" o mecanismos de defesa e saímos " ilesos" da situação traumática. Os mais conhecidos são:a negação, a regressão, a projeção e a sublimação, entre outros. Todos eles são utilizados com a mesma finalidade: Proteger o indivíduo contra a ansiedade.

UM MECANISMO DE DEFESA ESPECIALMENTE IMPORTANTE
Desejamos, agora, abordar um mecanismo de defesa não muito conhecido pelas pessoas em geral, mas que se reveste, devido à sua ação, de especial importância. Referirmo-nos à armação Reativa. Na Formação Reativa, protegemo-nos da ansiedade, manipulando uma percepção interna, transformando, equivocadamente, um sentimento em seu oposto. Com muita frequência, transformamos amor em agressão; o agressão em amor.

A HISTÓRIA DE BEETHOVEN

Uma história conhecida, que ilustra o que dissemos acima, é a do famoso compositor Beethoven. O episódio envolveu Karl, sobrinho de Beethoven, e a sua cunhada Johana, mãe do Karl. O compositor desenvolveu um ódio extremamente irracional por Johana e uma firme convicção de que era o seu dever resgatar Karl de sua influência.

Hoje se cogita, com convincente razão de que, na verdade, o ódio de Beethoven camuflava uma intensa atração passional que ele nutria por Johana. Beethoven utilizou-se, para se proteger, de uma Formação Reativa.

É IMPORTANTE SABER ISSO?

Obviamente, é muito importante conhecer o funcionamento desse mecanismo de defesa para entendermos, muitas vezes, o que está subjacente àquilo que ouvimos, vimos ou presenciamos. Vamos a alguns exemplos, que podem estar presentes em nossa vida cotidiana.

Se o pastor de determinada igreja faz um sermão no qual condena a sensualidade e a pornografia, ele está fazendo aquilo que é inerente à sua função de cuidar de seu rebanho.

Mas, se esse mesmo pastor demonstra obsessão por pregar sempre contra a sensualidade e a pornografia, muito provavelmente ele é que está sendo alvo dessas tentações e deve estar seduzido por elas. Um outro exemplo: aquele Telê evangelista que está continuamente apontando na TV os "críticos de mau caráter" pode, simplesmente, estar demonstrando que o "crítico mau caráter" é ele mesmo. Vemos, pelo que aqui foi exposto que o nosso cérebro e a nossa mente são como uma faca de dois gumes. Eles, com toda certeza, nos protegem. Mas
podem, também, nos delatar. Tony Ayres

PORNOGRAFIA - FAZENDO MAL A SI MESMO - A AUTO SABOTAGEM




Durante vários anos busquei compreender a fundo por que tantas pessoas buscam a pornografia, a prostituição e relacionamentos extraconjugais. Busquei também entender por que a pornografia continua se proliferando que nem baratas em esgoto na internet. E com um dado a mais: porque proliferam tanto os sites de pornografia homossexual.

As explicações mais frequentemente ouvidas são as que asseveram que estes sites pornográficos (heterossexuais e homossexuais) se proliferam porque são um negócio bilionário a nível mundial. Isto não deixa de ser realidade, porém trata-se aqui de uma simples consequência óbvia em razão do crescente número de pessoas que buscam a pornografia. A questão não é esta, mas sim o motivo por essa busca. E aqui a explicação para esta busca é um pouco mais complexa do que a busca pela auto-sabotagem pelo álcool e pelas drogas.

A História possui material artístico mais do que abundante retratando através de pinturas, esculturas e poemas o amor entre um casal. E em grande parte (senão na maioria) dessas manifestações artísticas históricas estão presentes, de forma mesclada e harmonizada, afetos e sexualidade, o que é perfeitamente natural. As relações sexuais quando preenchidas por amor e carinho mútuos são relações saudáveis e possuem a capacidade de suprir plenamente as carências afetivas e sexuais presentes nos seres humanos.

Todavia, este tipo de relação só sobrevive se houver compromisso e fidelidade mútua. E a consumação plena deste tipo de relação se dá pelo matrimônio. A experiência humana tem demonstrado que é impossível a um homem amar e se dedicar a mais de uma mulher. Também uma mulher não pode amar e se dedicar a mais de um homem. O modelo histórico da estrutura familiar é o melhor modelo de relação conjugal que existe, e aqui não se trata de minha opinião, mas de uma constatação histórica, só não o reconhecendo quem deliberadamente desejar fechar os olhos a esta verdade.

Há casais que perderam esta estrutura conjugal porque se separaram, outros porque ficaram viúvos, e há os que nunca jamais experimentaram uma vida conjugal, ou por serem solteiros, ou por apresentarem transtornos da sexualidade.

Todavia, como por instinto natural, as pessoas sempre buscam alguém para estar ao seu lado, e esta busca é pela afetividade envolvida na relação e também pelo componente sexual relacionado a ela.

A busca pela prostituição e pela pornografia nada mais é do que um meio doentio de assistir uma relação sexual entre duas pessoas a fim de que se possa consumar a fantasia da projeção. É algo como assistir a um filme onde pessoas se banqueteiam em uma mesa, e o expectador se projeta nessa mesa irreal, como se ele próprio ali estivesse. Mas não está. E uma das inevitáveis consequências da busca frequente pela prostituição e pela pornografia é um brutal aumento do vazio afetivo, da dolorosa percepção da solidão e da tristeza.

Estes comportamentos, não infrequentemente, se tornam compulsivos, o coração se entristece e esfria cada vez mais. A pessoa tende a assumir uma postura mórbida e sarcástica em relação a tudo o que diga respeito a sexo, e isto termina por conduzi-la à perpetuação dos comportamentos sexuais compulsivos até ao ponto de experimentar as experiências da prostituição ou da pornografia como um meio de se auto-sabotar, de fazer mal a si mesma. São comportamentos autodestrutivos, pois estes comportamentos refletem rejeição a si próprio. E o ódio ou a rejeição de si próprio tendem a conduzir à auto-sabotagem.

E a tão sonhada relação ideal jamais chega, pois a busca está sendo feita no território errado. E isto sem falar que em muitas situações a busca já não mais existe. Algo como uma derrota aceita, algo como uma rendição.

Todas as formas de auto-sabotagem devem ser tratadas o quanto antes. Porém, se o coração humano e suas necessidades não forem profundamente considerados, o tratamento poderá ter um efeito apenas parcial. Isto se não redundar em um espetacular e lamentável fracasso. Para o paciente, e também para o psiquiatra.Tony Ayres




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O AMOR DE HOMEM POR UMA MULHER



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 há algum tempo, venho considerando a possibilidade de escrever sobre o amor. Não o amor ágape (aquele amor incondicional que podemos manifestar por qualquer pessoa, por todas as pessoas ou por uma causa a qual nos dedicamos), entre outras possibilidades.

Mas, o amor eros, que também pode ser ágape,mas que sendo eros pressupõe uma ligação amorosa entre um homem e uma mulher, que é o fundamento para todos os apaixonamentos e que, em sendo também de natureza sexual, está na base do chamado instinto de preservação da espécie.

E, abordando essa questão, algumas outras surgem por via de consequência: Será que existe amor à primeira vista? Será que o amor romântico é também o amor paixão?

Será que o amor entre um homem e uma mulher pode durar a vida toda ou será que, a partir de um determinado ponto da existência, os casais simplesmente se acostumam com a convivência (na melhor das hipóteses), ou passam a se suportar (na pior delas)?

São questões pertinentes, que fazem parte do universo de reflexões daqueles que se preocupam verdadeiramente com a qualidade de suas vidas; melhor dizendo: com a qualidade de seus relacionamentos.

Para o psicanalista Rollo May, o amor homem-mulher é como o "encontro" que tem o artista inspirado, com a sua arte. Assim como um pintor,que, tomado pela inspiração, passa noites em claro, entregue à pintura de sua obra.
Não sente fome, não sente sono, não sabe se lá fora é dia ou noite. Está consumido pelo desejo de ver a sua obra de arte pronta e acabada, preparada para ser exposta e admirada. Assim também, para ele, seria o amor homem-mulher.

Já para Erich Fromm, outro notório psicanalista, o amor entre um homem e uma mulher é antes de mais nada, um ato volitivo, ou seja, um ato subordinado à vontade. Para ele, o homem ou a mulher decide que vai amar o outro. Seria, então, segundo sua visão, um ato de decisão.

Por sua vez, o psiquiatra Flávio Gikovate acredita que aquilo que chamamos de "amor", na verdade, seria outra coisa. Seria a necessidade que o ser humano tem de preencher o vazio que cada um de nós carrega em seu interior, como consequência do trauma do nascimento.

O preenchimento dessa necessidade, para ele, nada teria de romântico ou de "complementar". Deveria, muito mais, ser uma atitude racional e madura, entre pessoas que se elegem para um relacionamento.

Pessoalmente, prefiro uma posição intermediária entre essas opiniões: Penso que o amor deva ter um tanto da paixão-inspiração de Rollo May; um tanto da vontade ou decisão de Eric From e um tanto da racionalidade, de Gikovate.


    E, cá entre nós, uma boa dose de romantismo não há de comprometer nenhum          relacionamento no qual os parceiros se amam, pois um pouco de insensatez também faz bem ao coração "apaixonado" (entre ou sem aspas).
   Tony Ayres

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INGRADIDÃO

INGRADIDÃO




Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade são também uma fonte de amarguras. Porém, deveis lastimar os ingratos e os infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi.

Lembrai-vos de todos os que hão feito mais bem do que vós, que valeram muito mais do que vós e que tiveram por paga a ingratidão. Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi, quando no mundo, injuriado e menosprezado, tratado de velhaco. Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra e não atenteis no que dizem os que hão recebido os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.

As decepções oriundas da ingratidão não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade. Porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão.

Mas, isso não impede que se lhe ulcere o coração. Ora, poderá nascer-lhe a idéia de que seria mais feliz, se fosse menos sensível, se preferir a felicidade do egoísta. Triste felicidade essa ! Saiba, pois, que os amigos ingratos que os abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou a respeito deles. Assim sendo, não há de que lamentar o tê-los perdido. Mais tarde achará outros, que saberão compreendê-lo melhor. Lastimai os que usam para convosco de um procedimento que não tenhais merecido, pois bem triste se lhes apresentará o reverso da medalha. Não vos aflijais, porém, com isso: será o meio de vos colocardes acima deles.

A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta.

SENSIBILIDADE






É do ser humano, não tem jeito.
Temos medo .
São tantos tipos, alguns comum a todos, outros específicos de cada pessoa, de acordo com sua história, de seus traumas , de sua infância, ausências de pai, de mãe, conseqüência de vacilo deles, é certo.
Mas ninguém fez faculdade de pai. .
Ninguém fez pós graduação pra ser MÃE.
Os caras botam agente no mundo e isso é coisa pra caramba .
Eles nos deram a vida .
Quer maior demonstração de amor ?
Quantas coisas um pai e uma mãe abrem mão pra nos criar?
Bom, tudo bem, tem aqueles que não criam, ou criam de qualquer jeito, mas mesmo assim, de alguma coisa eles tiveram que abrir mão em suas próprias vidas, e só por isso devia ser fato mais do que suficiente pra sentirmos amor, ou no mínimo gratidão.
Então voltemos ao medo.
Medo de passar fome, medo de ficar doente e não ter quem cuidar da gente, medo de ser traído, medo de ficar sozinho, medo da desonra medo de não ter amigos, medo de morrer.
Poderia ficar enumerando até amanhã todos os medos que o ser humano é capaz de sentir .
Mas resolvi falar do meu .
O medo de perder a SENSIBILIDADE.
Fiquei pensando naquilo que mais precioso eu tinha, e por conseqüência o que mais tinha medo de perder.
Houve épocas que as porradas foram tantas e num espaço tão pequeno de tempo que olhava pra cima e dizia :
“Vai devagar aí Deus, só porque eu sou forte o Senhor resolveu baixar o couro ?
Daqui a pouco eu vou ficar imune e não vou sentir mais nada ...
Sensibilidade....Todo mundo tem.
Mas alguns estão tão distraídos, com coisas tão bestiais, que a esquecem lá no fundo daquela gaveta, trancam e perdem a chave .

Tem gente que resolve arrombar a gaveta em algum momento da vida .
Mas a maioria tem medo.
Como é dolorido , mexer em certas coisas..
Deixa lá.
Mas o problema é que agente sabe que tá lá, que aquela gaveta existe .
E aquela coisa incomoda....
Arrombo a gaveta ?
Não vai dar ...
Acho que não dou conta .
Vamos tocando a vida .. Do jeito que der .
Tem tantas coisas pra fazer ... Tantas coisas pra me ocupar.
Criatividade pra ocupar as 24 horas do meu dia ?
Isso não me falta. Depressão ?
Depressão coisa nenhuma .
Nem tenho tempo pra isso.
No máximo uma depressinha.
Mas às vezes vem aquele incômodo .
Um mal estar .
Uma insatisfação.
Uma raiva.
Uma agressividade .
Um troço sem pé nem cabeça .
Aí você lembra : É a merda daquela gaveta !
Por isso é que eu tenho tanto medo de perder a sensibilidade.
Perder a sensibilidade é o começo do fim.
É o fim da compaixão por aqueles que não tem coragem de arrombar a gaveta .
Todo ataque de raiva, ou ofensas, tentativas de botar os outros pra baixo, esconde uma grande frustração, uma grande tristeza de alguém sem coragem .
E que a minha sensibilidade, possa permitir que antes de responder as ofensas, lembre daquela criança com medo. Medo de arrombar a gaveta.




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EXPLICANDO A ANGÚSTIA ATRAVÉS DA PSICANÁLISE



noescuro 
Todos nós já experimentamos em nossa vida, em alguma ou diversas ocasiões, a dolorosa sensação de angústia; que nos apavora e amedronta.

Mas o que vem a ser a angústia, afinal?
Para Freud, o criador da psicanálise, a angústia é um estado afetivo, próprio da condição humana. Esse estado resulta de uma consciência que temos de um estado de desamparo a que estamos submetidos.

Esse estado de desamparo provoca em cada um de nós tensões muito dolorosas e intensas, as quais, em sua fase mais primitiva, constituem a raiz dos diferentes afetos e, particularmente, da angústia propriamente dita.

Segundo Freud, a manifestação mais primitiva do sentimento de angústia é a chamada angústia do nascimento, provocada pela separação e expulsão do novo ser do corpo de sua mãe.

Ele distingue com clareza dois tipos de angústia, assim descritos:

1. Angústia Real: é a reação à percepção de um perigo externo, ou seja, um dano previsto e esperado, uma atitude ligada ao reflexo de fuga. Pode ser, portanto, positiva.

2. Angústia Neurótica: é aquela que tem um caráter "flutuante", pois não se liga a nenhuma realidade concreta. A pessoa espera atentamente o aparecimento de qualquer situação que possa justificar tal angústia.

Como consequência, a angústia deixa de ser um sinal adaptativo, um modo de reação (como a angústia real) e se transforma em algo patológico, que seria uma "angústia derivada", cuja origem estaria em impulsos sexuais reprimidos.

O papel da psicanálise seria trazer o conteúdo reprimido no inconsciente de volta ao consciente, fazendo com que a pessoa descubra por si mesma e assuma sem traumas, o que esse estado oculta, desenvolvendo, para isso, mecanismos normais de adaptação.toni Ayres

somos oque nos ensinaram




Poucas coisas se revelam tão verdadeirascomo o conhecido ditado que diz: "O menino é o protótipo do homem". Essa é uma verdade incontestável na história da humanidade como um todo, como também o é na história de cada um e único indivíduo.

Freud descobriu e provou isso através das etapas que constituem a  a longa fase do desenvolvimento psicossexual do ser humano, durante as quais, qualquer erro ou deslize pode ter implicações por toda a existência.
Mas, milênios antes de Freud, o grande sábio Salomão já havia ensinado: "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Prov. 22.6)A  Psicanálise veio corroborar a veracidade dessas palavras, de uma maneira irrefutável.

ALGUNS EXEMPLOS

Quando você encontrar uma pessoa bondosa, sensata, justa e equilibrada, dê uma olhada em seus pais. Imediatamente você compreenderá o porquê desse modo de ser: os pais serviram como modelo positivo e nutritivo para os filhos.
Faça a mesma coisa com outra pessoa. Alguém que seja irresponsável, pouco dado ao trabalho, briguento, insatisfeito, crítico, etc. Procure olhar para sua família de origem, Se ela existiu, provavelmente foi o nascedouro de comportamentos tão desairosos.
A única coisa que NÃO podemos fazer, nesses casos, é generalizar. Isso porque exceções sempre existiram e sempre existirão. Mas, como o próprio nome diz, são exceções. A regra é a de que a qualidade da família de origem, das figuras parentais ou de seus substitutos sãom determinantes para a formação da personalidade do indivíduo.

UMA METÁFORA MUSICAL

Façamos uma analogia do que dissemos acima com as músicas clássicas do século XVIII. Naquela época, os compositores utilizavam uma forma musical chamada sonata. Os primeiros movimentos das sinfonias de Mozart e Beethoven são exemplos de sonatas.

Na sonata, todos os temas do movimento aparecem no início, no começo. Em todo o restante do movimento, o compositor desenvolve e amplia esses temas, criando variações sobre cada um deles e recapitulando-os. Esse é um poderoso esquema que, talvez explique a razão pela qual a música daquele período provavelmente sempre será tocada.

Pois bem, podemos supor que a vida de cada um de nós é como uma sonata. Todos os temas dos nossos relacionamentos e da qualidade deles aparecem no começo (na infância).
A nossa vida adulta (toda a nossa vida) consistirá nas variações, evoluções e recapitulações desses temas.

E DAÍ, O QUE FAÇO COM ESSA INFORMAÇÃO?

Em primeiro lugar, lembre-se de que, se você está satisfeito(a) com a pessoa que é, seus pais têm grande responsabilidade nisso e, portanto, você também tem grande responsabilidade no que seu filho ou sua filha será! E agradeça a Deus por isso.
Lembre-se de que sua influência sobre seus filhos farão deles as pessoas que serão. Portanto, se seu filho ou sua filha escolher para companheiro de casamento alguém que que seja um drogado ou um alcoólatra; ou uma pessoa  decente e de bem, você foi determinante nessa escolha.
Em segundo e último lugar, se você, pessoalmente, foi a vítima de uma educação pouco saudável ou cresceu numa família disfuncional, lembre-se de que destino não existe.
Você pode mudar o curso de sua vida, dependendo de Deus e assumindo o compromisso por mudar a si mesmo, tomando nas mãos a responsabilidade pela construção de sua própria história.
 ony Ayres
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Afetividade



A afetividade é um estado psicológico do ser humano que pode ou não ser modificado a partir das situações. Segundo Piaget, tal estado psicológico é de grande influência no comportamento e no aprendizado das pessoas juntamente com o desenvolvimento cognitivo. Faz-se presente em sentimentos, desejos, interesses, tendências, valores e emoções, ou seja, em todos os campos da vida.

Diretamente ligada à emoção, a afetividade consegue determinar o modo com que as pessoas visualizam o mundo e também a forma com que se manifesta dentro dele. Todos os fatos e acontecimentos que houve na vida de uma pessoa traz recordações e experiências por toda a sua história. Dessa forma, a presença ou ausência do afeto determina a forma com que um indivíduo se desenvolverá. Também determina a auto-estima das pessoas a partir da infância, pois quando uma criança recebe afeto dos outros consegue crescer e desenvolver com segurança e determinação.

Existem alguns transtornos que ocorrem devido à ausência ou pouco recebimento de afeto, onde os mais evidenciados são depressão, fobias, somatizações e ansiedade generalizada. Pessoas com recordações e experiências ruins e/ou tristes se tornam apáticas, ou seja, pessoas que excluem a afetividade de sua vida e que se tornam frias e ausentes de emoção. Quando uma pessoa não consegue excluir a afetividade de sua vida, podem ainda tornar-se incontinentes emocionais. A incontinência emocional é uma alteração da afetividade onde o indivíduo não consegue se dominar emocionalmente.

A afetividade é uma sensação de extrema importância para a saúde mental de todos os seres humanos por influenciar o desenvolvimento geral, o comportamento e o desenvolvimento cognitivo. Por gabriela

O PODER DA ANÁLISE (Sara Costa Andreozzi)



A Psicanálise é um fantástico Método para se entrar em contato com a diversidade da Psique Humana, com todos os seus disfarces, desvios e acessos ao mundo dos possíveis.
A Psicanálise fornece ao analista um imprescindível arsenal de perguntas que exigem muita reflexão e investigação clínica. Não há script, cada sessão é única e cada detalhe faz toda a diferença.
A Teoria dos Campos fornece asas para que o analista voe alto junto com seu paciente, sem que estes saiam do chão. É um caminhar construído a cada toque interpretativo, cada gesto, caras e bocas ... interpretações, vórtices, rupturas de campo ...
Algo surpreendente acontece em Análise, isto é real para o par analítico. O foco vai além da melhora da qualidade de vida, pois se trata da própria vida.
Nada raro ouvir que no começo do Processo Analítico, a vida do paciente era cinza, triste, e que com tantos momentos compartilhados naquela sala, o cenário já não é mais o mesmo. Mudaram-se os textos, os atores, o figurino... e o paciente, como autor da trama, consegue enxergar cores outras e se permitir desfrutar do colorido da sua própria existência. Novidade e tanto, comemorada por ambos.
Quando digo surpreendente, me refiro à Transferência, que é poderosa, não como algo que reduz todo o Método e a Técnica a um artifício fácil ou idealizado. Pelo contrário, é um turbilhão de emoções envolvidas, atrelado à reciprocidade e confiança, sendo preciso muito tato, pois tanta força tem semelhante capacidade de Curar, ou seja, cuidar do Desejo. Assim, percorremos os becos, os quartos escuros da Psique, guardiões de segredos muitas vezes inconfessáveis para o próprio autor da história.
Analogamente podemos comparar o Processo Analítico a uma rosa. Existem pessoas que só conseguirão enxergar os espinhos, outras se queixarão por um longo tempo de sempre se ferirem, outras não conseguirão esquecer a picada e a dor causada.
O caminhar da Análise se faz através do acolhimento de incontáveis dores, mas também de coragem para suportar os espinhos, com o intuito de não causarem tantos danos e não impedirem o paciente de enxergar outras possibilidades de Eus, na melhor das hipóteses... E o analista torce fervorosamente para isso. Também há aqueles que conseguirão agregar os espinhos a um grande aprendizado de vida, nomeando como amadurecimento ou evolução, encantando-se com a beleza da flor, embriagando-se com seu sutil perfume e enamorando-se com a textura lisa e frágil das pétalas. Pode-se ir além, utilizando a rosa para enfeitar os cabelos, fazendo as pazes com a sua feminilidade negligenciada... enfeitar seu ambiente ou expressar sentimentos. Ah, como é bom...
Isso é arte, é poesia psicanalítica (como chamo carinhosamente a Teoria dos Campos), é o ser e o estar ali, presente de corpo e alma, momento certo de socorro de quem procura a Análise como um grito de desespero que se ouve longe... Uma tábua de salvação na qual se agarra com toda a força e que apontará direções a seguir. Mas os rumos da Análise, somente a maré de cada encontro poderá ser capaz de traçar. Não nos é possível saber antes, nem para o analista e muito menos para o paciente. Só depois.
Torcemos então para que o Destino esteja na maior parte do tempo ao nosso favor, com a consciência de que às vezes perdemos, mas com a certeza de que outras vezes ganhamos.
A demanda de toda Análise, claro, é sempre de amor e o paciente sabe que naquele momento há alguém disposto a mergulhar consigo, “dois loucos” ignorando os riscos e os perigos... Segurar sua mão no escuro para alcançar o baú dos desejos e segredos com tantas histórias e fantasmas assustadores, e sentir que é provavelmente uma das poucas verdades que realmente se pode acreditar, pois estão ali unidos para se aventurar no labirinto das lembranças, no quebra-cabeças dos sentimentos e pensamentos mais estranhos e confusos. Desafio e tanto que poucos aceitariam. E, se por algum momento surgir o temor do desamparo, ter o alívio acalentador da plena confiança de ser beneficiário de carinho e constante atenção por parte do analista, para que os vários Eus possam sempre se expressar... se surpreender com a firmeza de cada passo conquistado na difícil trajetória e, assim como um animal, descobrir abismado que possui garras, elas existem e não há nada de errado com isso... Podem ser usadas e podem lhe ser muito úteis, não somente para a defesa ou ataque, mas para seu prazer.

Contatos

Sara Costa Andreozzi é Psicóloga Clínica. Estudiosa da Teoria dos Campos pelo Instituto Vórtice de Psicanálise.

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