Cara amiga:
Evidentemente, como uma pessoa que nem a conhece (e mesmo que a conhecesse) não posso tomar decisões por você. No entanto, lendo o seu e-mail, gostaria que você refletisse sobre o que direi a seguir:
1. Um relacionamento somente é
agradável e nutritivo quando é bom para ambos os parceiros. O próprio nome "parceiros" já traduz essa idéia. É preciso haver equilíbrio na balança que mede defeitos e qualidades. É preciso também que o peso das decisões do casal seja justo. Ou seja, os dois devem ter os mesmos direitos e as mesmas responsabilidades. Não me parece ser, absolutamente, esse, o seu caso.
2. A pessoa que realmente ama, não explora a outra, física, moral ou emocionalmente. Ao contrário, procura cuidar dela e se preocupa com o seu bem- estar. A relação somente pode ser boa quando o jogo é "ganha-ganha" (os dois parceiros ganham) ; e não quendo for do tipo "ganha-perde (um deles sempre ganha e o outro sempre perde).
3. A própria idéia de amor pressupõe respeito à individualidade do outro. Você é um pessoa; não um robô teleguiado. Nenhum ser humano tem o direito de impingir ao outro as suas próprias vontades.
4. Quando o relacionamento de vocês começou, você era muito jovem (tinha apenas 15 anos). Agora, porém, parece-me uma mulher adulta, que já percebeu o que a sua alma almeja. Portanto, leve isso em consideração.
5. Você diz que o relacionamento sexual entre vocês é muito bom. Porém, nenhum relacionamento duradouro pode estribar-se apenas na sexualidade. A vida harmoniosa de um casal precisa ser muito mais do que sexo, apenas.
CONCLUSÃO:
Por tudo o que me disse, parece-me que você tem sido prejudicada em todos os cinco itens que coloquei acima. Isso minou a sua auto-estima, que precisa ser, obviamente, reconquistada.
No entanto, dizer que que seu companheiro não a ama (e que, portanto, você deve deixá-lo, imediatamente) seria precipitação de minha parte, mesmo porque já lhe falei, no início, que não decidiria por você.
O que posso lhe dizer é que, quando, em qualquer tipo de relacionamento, existe um "opressor" e um "oprimido", esse círculo vicioso só pode ser quebrado pelo "oprimido", que no caso, é, realmente, você.
Penso que você deveria ter uma conversa adulta e muito séria com seu companheiro, a fim de estabelecer os seus limites e exigir que eles sejam respeitados.
Ao contrário do que geralmente se pensa, um homem respeita muito mais uma mulher que toma decisões e sabe cuidar de seus direitos e de sua individualidade; do que aquela "boazinha em tudo", a quem, consciente ou inconscientemente, ele terá a tendência de fazer de "gato e sapato".
Se ele concordar com as "novas regras", creio que tudo pode mudar para melhor, pois, a despeito das inseguranças dele, é possível que realmente ele ame você. Além disso, vocês já têm investido muito nesse relacionamento e pode valer a pena levá-lo adiante, sob novas condições.
Entretanto, se ele não concordar com a mudança; em minha opinião, você estará livre para tomar a decisão que achar melhor.
Você e somente você, consultando o seu coração, pode, soberanamente decidir o que é melhor para a sua vida.
Espero que saiba decidir corretamente.
Cordialmente,
TONY
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